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Silêncio: o esconderijo de um covarde
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NOSSA HISTÓRIA

Corria o ano de l928, quando o irmao José da Silva Filho, novo convertido, deixa Brejo dos Santos - PB e passa a residir em Jacú, um sítio no município de Pombal - PB. Cheio de entusiasmo e fervor, começa aí a fazer o trabalho de evangelizaçao pessoal, surgindo, como fruto de suas atividades evangelísticas, uma Congregaçao naquele lugar. O primeiro culto foi dirigido pelo evangelista Sinfrônio Costa, na residencia do irmao José da Silva Filho. Depois, o grupo de crentes passa a receber assistencia do Rev. Harry G. Briault, sendo realizados os cultos na residencia de Cícero Fragoso Vieira (pai do Rev. Ezequiel Fragoso Vieira), novo convertido.

O missionário Harry G. Briault, que residia em Patos - PB, dava boa assistencia a Jacú e a Congregaçao prosperou, sendo organizada igreja com o nome de Igreja Evangélica de Jacú. A primeira sessao foi realizada as 12:00H do dia 21 de fevereiro de 1937, presidida pelo Rev. Harry G. Briault, no salao de culto na residencia do irmao Daniel Fragoso Vieira, que na ocasiao, foi eleito Presbítero da igreja. Foram eleitos: Diáconos: Manoel José da Silva e Pompeu Fragoso Vieira; Secretário - Manuel Maria de Jesus e Tesoureiro - Cícero Fragoso Vieira. Pouco tempo depois é construído e inaugurado o templo da igreja em terreno de propriedade do secretário Manoel Maria de Jesus (avô do Rev. Ezequiel Fragoso Vieira).

Pressionado pela família que se dedicava a agricultura e precisava de mais terras para as suas plantaçoes, Manoel Maria de Jesus vende a sua propriedade, o Jacú, e compra Cachoeira, uma propriedade bem maior, no município de Boa Viagem - CE. Na época, o Ceará, nesta regiao, era pouco habitado, e o paraibano, com pouco dinheiro, comprava muitas terras. Os evangélicos deixaram o Jacú e passaram a residir e trabalhar na nova fazenda de Manoel Maria de Jesus.

Do dinheiro do templo de Jacú, a igreja deixou Quinhentos Mil Réis para ajudar na construçao de um templo em Gado Bravo  PB, onde tinha uma Congregaçao. Dois Contos de Réis a igreja doou ao trabalho em Condado  PB.

Tendo começado a se dispersar, os evangélicos de Gado Bravo - PB desistem de construir o templo e enviam os Quinhentos Mil Réis para a construçao de um templo em Cachoeira. Após o ministério do Rev. Harry G. Briauit em Jacú assume o pastorado da igreja o Rev. Paul M. Davidson. Dando assistencia pastoral ao mesmo grupo de evangélicos, o Rev. Paul M. Davidson vem a Cachoeira e, em sessao realizada no dia 12 de dezembro de 1941, na residencia de Manoel Maria de Jesus, é organizada a Igreja Evangélica de Cachoeira, sendo eleitos: Presbítero -  Pompeu Fragoso Vieira; Diáconos: Cícero Fragoso Vieira e Francisco Fragoso Vieira; Tesoureiro - Daniel Fragoso Vieira e Secretário - Cirilo Fragoso Vieira. Na mesma ocasiao tendo de voltar aos Estados Unidos da América do Norte, em gozo de férias, o Rev. Paul M. Davidson passa o pastorado da igreja ao Rev. Humberto Cook, pastor da igreja Crista Evangélica em Fortaleza - CE e missionário da U. E. S. A. Após as férias nos Estados Unidos, o Rev. Paul M. Davidson volta e reassume a direçao da igreja em 03 de fevereiro de 1943.

Antes da igreja de Cachoeira, já havia trabalhos evangélicos no município de Boa Viagem. Em 1938, Manoel José da Silva, diácono da igreja de Jacú, vende sua propriedade chamada Dois Irmaos, na Paraíba, e compra Madeira Cortada., uma fazenda no município de Boa Viagem - CE. Ele e vários membros da igreja de Jacú chegaram a Madeira Cortada no dia 15 de novembro de 1938, reunindo-se em congregaçao na casa do irmao Francisco Fragoso Vieira. Esses irmaos evangelizaram os povos vizinhos e organizaram uma Congregaçao em Lembranças (hoje, Várzea da Tapera, que é pastoreada pelo Rev. Jairton Vieira de Freitas), sendo os evangélicos cearenses em sua maioria. O lugar de culto era a residencia do irmao Antônio Ramiro Carneiro.

Ainda em 1938, os irmaos Sebastiao Alves da Silva e José Vieira Filho, por causa da perseguiçao religiosa em Catolé do Rocha e Brejo dos Santos - PB, deixam a Paraíba e fixam residencia em Pitombeira, município de Boa Viagem, dando inicio a uma Congregaçao. Ao mesmo tempo, também por causa da perseguiçao, o irmao Amadeus Alves da Silva e outros vem de Brejo dos Santos - PB para Pedra Branca, uma fazenda também no município de Boa Viagem - CE, surgindo uma outra congregaçao. Organizada em igreja, Cachoeira recebe esses trabalhos ou congregaçoes, e o Rev. Paul M. Davidson continua dando assistencia pastoral até 1954, quando é substituído pelo Rev. Cecil Flechtel, pastor da Igreja Crista Evangélica de Itapipoca - CE, o qual recebe também a colaboraçao dos missionários Percy Bellah e Eduard Knechtel na assistencia a este vasto campo missionário.

O trabalho evangélico se desenvolvia no município. Na cidade nao havia nenhum crente. A comunidade boa-viagense nao conhecia o evangelho. Foi o Rev. Harry G. Briault quem fez a primeira tentativa de penetraçao nesta cidade, ainda antes da igreja em Cachoeira. Veio visitar José dos Santos, Manuel Antero e alguns outros crentes que, vindos de Brejo dos Santos, estavam morando aqui, na fazenda Santa Cruz. Foi mais ou menos em 1938. O Rev. Harry G. Briault quis pregar na cidade, mas nao houve condiçoes. O culto foi interrompido pelos perseguidores e o missionário teve que deixar a cidade, enfrentando emboscadas e ameaças de morte. Em 1946, Joao Fragoso Vieira, um rapaz membro da igreja de Cachoeira, vem para a cidade e, sozinho, começa a fazer o trabalho de evangelizaçao pessoal, enfrentando zombarias e ameaças. Em 1947, Cícero Fragoso Vieira deixa Cachoeira e vem para a cidade. Aí estava a primeira família evangélica em Boa Viagem. Começou-se a fazer cultos em sua residencia. O ambiente era perigoso, pois os crentes eram odiados e perseguidos. Em 1950, a perseguiçao se tornou intensa, contando com o apoio do prefeito e demais autoridades da cidade.

Em 1983 vindo do Canadá para uma visita ao Brasil, esteve aqui o Rev. Cecil Flechtel, que pediu ao Pr. Ezequiel para levá-lo a casa onde foram realizados os primeiros cultos. Em frente a casa, ele lembrou: "Aqui eu pregava enquanto os inimigos atiravam pedras e ovos sobre nós". Acrescentou que com a roupa suja de ovos, foi a Fortaleza falar com o Governador do Estado do Ceará sobre a perseguiçao religiosa em Boa Viagem e pedir garantia para os crentes, pois os mesmos estavam em perigo. O Governador tomou as providencias necessárias e a perseguiçao foi proibida. A Congregaçao prosperou, sendo organizada em igreja no dia 24 de junho de 1956, Cachoeira permaneceu e permanece como igreja-mae, tendo passado suas congregaçoes para a IEC de Boa Viagem, visto ter esta mais condiçoes e mais facilidade de acesso. Das congregaçoes mencionadas, nao temos mais Madeira Cortada, que hoje é uma Igreja Batista, a de Pedra Branca, que foi extinta, muito antes da existencia da IEC de Boa Viagem, por terem os crentes saído para outras regioes, a de Pitombeiras e Olho D'água encontram-se fechadas.

A primeira sessao da igreja foi presidida pelo Rev. Antonio F. Neto em 24 de junho de 1956, inaugurando, naquele mesmo dia, o humilde templo, a Rua Antonio Domingues, 374. O Rev. Antonio F. Neto continuou dando assistencia pastoral até 1957, quando o licenciado em Teologia José Borba da Silva foi consagrado pastor e assumiu o pastorado da igreja, permanecendo até o meio do ano de 1959. Durante o seu pastorado, houve um período de perseguiçao, tendo os inimigos da causa evangélica tentado derribar o templo. Deixando a Igreja de ltapipoca o Pr. Ezequiel Fragoso veio substituir o Pr. José Borba da Silva no pastorado da IEC de Boa Viagem ate começo de 1960. Saiu para a IEC de Belo Jardim, em Pemambuco, ficando em Boa Viagem o Rev. Francisco Souto Maior. Sofreu muita perseguiçao durante o seu pastorado, chegando ainda a sofrer um atentado: alta hora da noite atiraram na casa pastoral, tentando matá-lo. Deixou Boa Viagem em 1964. Na mesma época o Pr. Ezequiel Fragoso voltou a assumir o pastorado desta igreja.

Após alguns anos de pastorado, a igreja começou a se despertar para a necessidade de construir um templo melhor. No fim de l974, foram lançados os fundamentos do novo templo, que após quase oito anos de construçao, foi inaugurado no dia 24 de junho de 1982, quando a igreja comemorava o seu 26° aniversário de organizaçao.

No final do ano de 1984, pensando em expandir seu trabalho evangélico e doutrinário, bem como atender as necessidades de diversos membros, a IEC de Boa Viagem organiza oficialmente uma congregaçao no centro de Fortaleza, que algum tempo depois, transferiu-se do centro para o Conjunto Esperança, hoje já é igreja e é pastoreada pelo Pr. Francisco Barbosa de Oliveira. A irma Adalcina Vieira de Freitas inicia um trabalho em Olho D'água dos Facundos, zona rural de Boa Viagem. Em 1987 a igreja decide abrir uma Congregaçao na vizinha cidade Madalena. Hoje o trabalho em Madalena é promissor, já foi organizado um ponto de pregaçao no bairro do Henrique Jorge. O Pr. Franklin Delambre é atualmente o obreiro desta congregaçao. No dia 04 de fevereiro de 1990 sao ordenados e empossados Maurício Manoel dos Santos, como co-pastor da igreja local, permanecendo até 31 de maio de 1992, e Ezquiel Fragoso Vieira Júnior como obreiro em campo missionário na Espanha, permanecendo até o final de 1995. No dia 27 de dezembro de 1995, a igreja passa a contar com o apoio do Rev. Ezequiel Fragoso Vieira Júnior que, como pastor auxiliar, permanece até dezembro de 1996.

Em 22 de dezembro de 1996, a igreja recebe do Pr. Ezequiel Fragoso Vieira, a triste noticia de que o mesmo, via-se forçado a deixar o cargo de pastor efetivo por motivos de saúde, cargo esse que o mesmo ocupava ininterruptamente desde 1964. Para ocupar o cargo de pastor efetivo, é eleito o Rev. Josafá Vieira (até entao pastor das Congregaçoes de Madalena e Lembranças) que permanece até hoje. No dia 01 de agosto de 2000 o Pr. Antonio Marcelo Ribeiro é convidado para assumir o co-pastorado dessa igreja, permanecendo até 01 de agosto de 2001.

No ano de 2008, passaram a estagiar nesta igreja os reverendos José Rafael Martins de Araújo e Diego dy Carlos Araújo Alves, atuando como co-pastores, sendo efetivados oficialmente no dia 07/12/2008, os quais encontram-se até hoje, sendo o pastor Rafael atuando na área de missoes e o pastor Diego na área de ensino e jovens.

 

 
 

   
ORIGEM DA CONGREGAÇÃO DE LEMBRANÇAS, HOJE, VARZEA DA TAPERA.
 
   

Profª.  Irismar Soares Costa*

Lá pelos idos de 1938 ou 1939, um senhor fazendeiro, dono de muitas terras, agricultor e pecuarista era bem conhecido na região por ser amigo e acolhedor daqueles que o visitavam. Em sua fazenda tinha muitos moradores, além de ser ele o patriarca de uma grande família.
Seu nome era Antonio Ramiro Carneiro Bié e sua fazenda, conhecida como Lembranças, estava na zona rural do Município de Boa Viagem, no Estado do Ceará. Era um católico fervoroso e praticante, costumava receber padres em sua residência e sempre que podia financiava ou participava ativamente das festas religiosas.
Como qualquer católico daquela época, detestava os protestantes, os ¨bodes¨, como eram vulgarmente conhecidos.
Certo dia apareceu em sua casa, um senhor, paraibano, também agricultor e pecuarista, por nome de Manoel José da Silva, conhecido popularmente por Sr. Nequinho, que havia chegado fazia pouco tempo de sua terra natal.
Este paraibano era de confissão protestante e havia adquirido uma propriedade, conhecida como Madeira Cortada, nas proximidades de Lembranças.
Ao chegar, foi muito bem recebido pelo Sr. Antonio Ramiro que tratou logo de deixar o visitante à vontade. O Sr. Nequinho lhe revelou a intenção da visita, desejava comprar umas vacas que estavam dispostas à venda.
Com o desenvolvimento das conversas e a animação do negócio, prestes a se realizar, surgiu à oportunidade do Sr. Nequinho falar de Jesus ao seu novo amigo. O Sr. Nequinho falou do Plano de Salvação, do amor de Deus pelo pecador e da garantia de Vida Eterna, isto é, da certeza de salvação dada aos crentes e da morada no Céu.
Sabemos que estes assuntos são aqueles que mais irritam aqueles que não conhecem a Cristo como Salvador. Com o Sr. Antonio Ramiro não foi diferente, ele era do tipo que se irritava muito rápido, era daqueles que não aceitava que pisassem em seus calos.
Não demorou muito para que ficasse bravo, e, imediatamente, acabou com a negociação. Insatisfeito, mandou que o Sr. Nequinho se retirasse de sua propriedade encerrando qualquer tipo de diálogo.
Tranquilo, Sr. Nequinho, obedeceu à ordem do irritado fazendeiro e muito satisfeito por ter falado de Jesus, Voltou para sua propriedade.
O Sr. Antonio Ramiro ficou inquieto com o que tinha ouvido falar. Os assuntos abordados na conversa martirizavam sua mente, e, desejava ardentemente, a vinda de um padre para um esclarecimento sobre o assunto.
Dias depois, a espera terminou. O padre finalmente chegou. Logo que o padre se acomodou o Sr. Antonio Ramiro lhe fez uma série de perguntas que o afligiam. Uma delas foi: “Padre, fazendo como estou fazendo, indo regularmente às missas, rezando todas às noites, me confessando todas as vezes que o senhor vem, eu vou para o céu?”
A resposta muito lhe entristeceu. O Padre respondeu: “meu filho, ninguém pode ter certeza da salvação, nem mesmo eu tenho esta certeza, quanto mais você! Só Deus sabe!”. O Sr. Antonio Ramiro ficou decepcionado com a resposta dada pelo padre e cada vez mais, o teor daquela conversa com o Sr. Nequinho afligia o seu coração.
A missa terminou, o padre foi embora e prontamente, o Sr. Antonio Ramiro preparou o seu cavalo para uma viagem à Madeira Cortada no intuito de esclarecer mais aquelas questões abordadas na conversa anterior com o Sr. Nequinho. O subterfúgio para esta viagem inesperada foi à desculpa da negociação do gado.
Ao chegar à fazenda Madeira Cortada, o Sr. Antonio Ramiro procurou o Sr. Nequinho e logo foi falando da decisão de vender o gado pretendido por ele. Dentro de pouco tempo o teor da conversa dos dois não era mais a negociação que envolvia o gado mas sim, as dúvidas que o Sr. Antonio Ramiro tinha estavam sendo esclarecidas pelo Sr. Nequinho sobre o Plano de Salvação.
Desta vez o Sr. Antonio Ramiro não ficou mais zangado, muitas das suas dúvidas foram esclarecidas. A conversa se encerrou com um convite. O Sr. Antonio Ramiro convidou o Sr. Nequinho para que este celebrasse um culto em sua propriedade, em Lembranças.
Com o decorrer do tempo estes cultos se tornaram freqüentes, e de um simples ponto de pregação tornou-se uma congregação assistida pela Igreja Evangélica de Cachoeira (que hoje, se constitui em igreja autônoma).
Esta igreja iniciou seus trabalhos na sala da residência do Sr. Antonio Ramiro. Os primeiros congregados, além da família anfitriã estavam os moradores da propriedade e amigos de propriedades vizinhas.
Em 1948, percebendo a necessidade de espaço, foi construído um pequeno salão perfeitamente adaptado para a celebração de cultos e as atividades evangelísticas da congregação. Este salão era vizinho à residência do Sr. Antonio Ramiro.
Neste pequeno salão se congregavam e foram convertidos, por obra do Espírito Santo, o casal Crispim Soares de Sousa, sobrinho do Sr. Antonio Ramiro e sua esposa Clarice Carneiro da Silva. Acompanhavam este casal alguns de seus filhos, dentre eles: José Ribamar Soares, Irismar Soares Costa e, logo depois, Maria Elizemar Soares da Silva.
O principal construtor desse primeiro salão foi o irmão, e também paraibano José Vieira Filho, que residia nas proximidades com sua  família e ficou dando assistência àquela congregação.
A congregação de lembranças foi a primeira congregação Evangélica Congregacional que se formou no interior do município de Boa Viagem.
A localidade de Lembranças, na época pertencente ao distrito de Ibuassú, recebeu o apoio de muitos missionários, dentre eles queremos destacar os nomes de Cecil Flecthel, Percy Bellah, Eduard Knechtel e Odacir da Cunha Lima.
Merece destaque ainda o grande apoio dado pelas  famílias dos paraibanos estabelecidos na região, às do Sr. Sebastião Alves da Silva, do Sr. José dos Santos Filho e do Sr. Manoel Antero da Silva.
Logo após a morte do Sr. Nequinho, quem deu continuidade ao trabalho em lembranças foi um de seus filhos, ele se chamava José Manoel da Silva e era casado com Antonia Estevão da Silva.
Este casal possuía sete filhos, que eram muito obedientes e eram assíduos freqüentadores da congregação.
Quando este casal chegou da Paraíba se estabeleceu em Madeira Cortada, mas seu pai, o Sr. Nequinho resolveu que eles deveriam morar em lembranças, que na época era conhecida como Sussuarana, onde poderiam dedicar mais atenção à congregação que nascia.
José Manoel da Silva, que era carinhosamente conhecido como Zé Neco, em obediência a seu pai veio morar na Sussuarana, em uma propriedade pertencente a um dos filhos do Sr. Antonio Ramiro.
A propriedade pertencia ao Sr. Elias Carneiro Bié, que na época, estava no segundo matrimônio. Desta vez com a Sra. Servília Alves de Oliveira, o casal ainda era descrente.  
Da primeira família do Sr. Elias Carneiro havia nove filhos, que em sua maioria, professavam o protestantismo, freqüentando a congregação regularmente. Da segunda família havia três crianças ainda pequenas.
Na fazenda Sussuarana, anos depois, com o crescimento do número de crentes, foi construído o primeiro templo da Igreja Evangélica Congregacional daquela localidade. Sua construção foi possível graças ao empenho e trabalho dos irmãos Geraldo Rodrigues da Silva e de João Rodrigues da Silva.
Estes irmãos, na carne e na fé, deram grande ajuda ao desenvolvimento deste trabalho por muitos anos.
O diácono João Rodrigues da Silva é casado com Eunice Antero Rodrigues e tem dois filhos: Jemima Antero Rodrigues e Benjamim Antero Rodrigues. Eunice Antero Rodrigues é filha do Sr. Manoel Antero da Silva e de Pocina Luíza dos Santos.
Durante muito tempo o diácono João Rodrigues da Silva esteve na direção do trabalho em Lembranças. Era ele quem recebia o pastor Ezequiel Fragoso Vieira em sua residência, quando este ia de Boa Viagem visitar o campo.
Com o passar do tempo muitos destes irmãos começaram a se dispersar. Alguns morreram e outros procuraram outro local para viver. Por conta do êxodo, o número de crentes foi se reduzindo na localidade.
O Sr. Antonio Ramiro vendeu sua fazenda e adquiriu outra propriedade em um local distante da congregação.
Com o deslocamento destes irmãos, a congregação percebeu que a maioria dos membros que restavam, residiam em uma localidade próxima, denominada de Várzea da Tapera.
Diante deste novo problema resolveram construir o templo naquela localidade. A Igreja Evangélica Congregacional de Várzea da Tapera hoje é uma congregação da igreja evangélica congregacional de Boa Viagem. Já passaram por lá os pastores Jairton Vieira de Freitas e Francisco Wagner de Oliveira Fernandes. Atualmente está sem pastor, no entanto, possui um  forte corpo de oficiais e um número bem significativo de crentes.